A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (29) no gabinete do vereador Wilson Zuffa, presidente da Câmara de Barueri.
A operação ocorre duas semanas após a casa da assessora de Zuffa, Jannyze Dantas, ter sido também alvo de ação da polícia, suspeita de envolvimento com a Máfia do Caixão.
A Câmara Municipal informou que autorizou os policiais a realizarem a busca, mas não forneceu detalhes sobre os materiais coletados.
A situação levanta questões sobre a administração pública e a ética no exercício de cargos públicos em Barueri.
Busca e apreensão no gabinete
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã de 29 de outubro de 2026, direcionados ao gabinete de Wilson Zuffa, vereador e presidente da Câmara Municipal de Barueri. Os detalhes acerca do material recolhido ainda não foram divulgados.
A ação ocorreu em meio a uma investigação sobre práticas de corrupção, embora os detalhes específicos sobre o que foi apreendido permaneçam sob sigilo.
Contexto da operação
Esse cumprimento de mandados no gabinete de Wilson Zuffa segue um episódio recente, onde a residência de uma assessora do vereador, Jannyze Dantas, já havia sido alvo de uma operação relacionada à chamada Máfia do Caixão. Na ocasião, os policiais apreenderam dinheiro e relógios de luxo em sua casa, gerando questionamentos sobre a origem desses bens.
É importante ressaltar que não há confirmação se a operação realizada no gabinete de Wilson Zuffa está diretamente ligada ao inquérito da Máfia do Caixão, que investiga corrupção entre servidores públicos e empresários do setor funerário. A Câmara de Barueri assegurou sua colaboração com as investigações e reafirmou seu compromisso com a transparência e a legalidade em suas operações.
Reação da Câmara Municipal
Após a realização da operação, a Câmara Municipal de Barueri se manifestou por meio de nota, declarando que acolheu os agentes da Polícia Civil conforme os termos da lei, destacando seu compromisso com a verdade.
Wilson Zuffa, que ainda não respondeu a todas as solicitações de esclarecimentos, afirmou anteriormente que o dinheiro encontrado na casa de sua assessora era fruto de uma herança. Com a repercussão das operações, ele também comentou que não via motivos para afastar a funcionária, considerando que até o momento não havia evidências que justificassem tal medida.
Investigação da Máfia do Caixão
A investigação da Máfia do Caixão apura um esquema de corrupção que envolve desde servidores públicos até empresários do ramo funerário. Em ações anteriores, várias apreensões foram realizadas em Barueri e cidades vizinhas, como Carapicuíba e Santana de Parnaíba.
Além disso, uma nova fase denominada Operação Luctus foi deflagrada, com foco na venda de dados pessoais de falecidos obtidos de forma ilegal, potencialmente colocando em risco a privacidade e a dignidade dos envolvidos. Essas operações indicam um contexto de gravidade nas práticas investigadas, refletindo uma crescente preocupação com a corrupção na região.
